Pideya estava satisfeita com as respostas e continuou, em tom solene:
— Muito bem. A lição é que a verdade, para os humanos, não existe de forma absoluta. O que temos é apenas a interpretação dela.
Pideya desviou o olhar, virando para o lado.
— E você, Sofia, o que quer nos contar sobre o olfato?
Sofia tocou o nariz, ajeitando os óculos.
— O cheiro daquela flor me levou de volta pra casa — antes da minha mãe partir, antes da separação dos meus pais. Foi como sentir algo que eu tinha perdido, mas que nunca deixou de existir.
— Isso mostra que não perdemos nada — apenas guardamos em locais escondidos na mente. Mesmo sem saber que estão lá, nos ferimos com eles.