A luz tornou-se mais clara e o ar, menos pesado. O elevador de plataforma parou. A porta metálica deslizou para o lado com um sopro abafado de ar filtrado. Saíram num corredor estreito, de paredes lisas e opacas que Natália não reconheceu. No fundo, uma única porta metálica — a entrada para o laboratório.
Skouter flutuou à frente e projetou um feixe de luz verde sobre o painel da porta. Enquanto executava o protocolo de acesso, Helena respirou fundo, tentando afastar as imagens das cápsulas do Subnível.
A porta se abriu — e o cheiro a atingiu primeiro.
Um aroma suave e familiar. Era o mesmo cheiro do laboratório onde ela passara tanto tempo sonhando. Agora o sonho estava prestes a se tornar real.
Élida já as aguardava logo na entrada — no começo do corredor que levava ao coração do laboratório de Amy.
A luz quente e alaranjada invadiu o corredor, contraste acolhedor com a penumbra do Subnível. Skouter deslizou para o lado. Élida veio ao encontro delas, os olhos cheios de gratidão.