Sofia tentou dar um passo em direção ao sofá. Antes que as outras pudessem reagir, Natália a segurou pela mão — rápido, instintivo, quase automático. Um gesto que não combinava com um SENTINELA. Um gesto de carinho e cuidado.
Helena percebeu. Todas perceberam.
Sofia foi conduzida até o sofá, onde Helena acomodou uma manta sobre as pernas dela. Clara correu para pegar um copo de água — Isa havia deixado um preparado duas horas antes, ainda sobre o balcão, mas Clara pegou um novo, fresquinho, e o levou para Sofia.
Bia ficou de pé ao lado delas. Sofia respirou fundo, olhando em volta, mal acreditando que estava ali.
— Eu achei que nunca mais ia ver vocês — disse, a voz saindo engasgada.
Helena segurou a mão dela com firmeza, os olhos brilhando.
— Você voltou pra gente. Se não viesse, a gente te buscaria!
Sofia sorriu. O tipo de sorriso que só alguém que voltou da beira do abismo consegue dar.