Numa das salas, Clara aproximou a mão da superfície morna, sentindo o fluxo das informações vibrar ao redor.
Uma IF com traje renascentista apontava para uma INTELIGÊNCIA MAGNA que personificava Cervantes.
— Dom Quixote em versão cyberpunk? — Sofia murmurou, encantada com a ideia de um cavaleiro numa moto flutuante com lança de luz.
— Estão debatendo delírio versus utopia — explicou Helena, sorrindo.
Bia observava outra sala: corpos humanos flutuavam abertos, músculos pulsando em rios azulados, veias suspensas, ossos isolados como ilhas brancas.
Uma aluna mergulhava a mão dentro de um coração, que respondia pulsando sob seus dedos. Sofia se afastou com expressão de repulsa evidente.
Acima delas, o teto vibrava com o som suave de veículos antigravitacionais cortando o espaço, deixando rastros luminosos. Um deles derrapou e se estabilizou sobre uma plataforma magnética.
— São futuros engenheiros eletrostáticos — disse Helena.