Sofia ajeitou os óculos, confusa.
— Hoje? Parece que faz dias!
Nexxus, que até então observava em silêncio, inclinou a cabeça com aquele ar felino de quem guarda segredos — e soluções.
— A biblioteca é grande demais para abrigar apenas livros. Venham.
Virou-se e caminhou na direção oposta à que haviam seguido com Hannes. As meninas trocaram olhares hesitantes, mas a fome falou mais alto — e o seguiram.
Atravessaram um corredor lateral que não haviam notado antes. As estantes deram lugar a nichos iluminados, poltronas que se moldavam ao corpo e, finalmente, a um ambiente completamente diferente: uma versão compacta da lanchonete futurista, com paredes interativas, mesas que ajustavam a altura sozinhas e hologramas de comida flutuando no ar.
— Uma lanchonete! — Isa se surpreendeu. — Aqui dentro?
— A biblioteca também precisa alimentar o corpo — respondeu Nexxus, com um tom que soava quase como orgulho felino. — Nem só de cultura viverá o leitor, mas de toda energia que sustenta o cérebro.