— Ela está apta a restaurar o meio ambiente, purificar o ar, melhorar as condições de vida das comunidades, eliminar patógenos ou qualquer outro agressor da saúde nas áreas negligenciadas pela Gestora — explicou Élida.
Hannes, mais cética, se aproximou:
— Mas qual é o limite dessa programação, Élida?
— O limite é a própria vida — respondeu ela, os olhos brilhando. — Essas criaturas são capazes de regenerar qualquer tipo de organismo vivo… inclusive o humano. Além disso, podem ajudar na recuperação de ecossistemas inteiros, purificando o ambiente e até criando novos tipos de alimentos orgânicos sem agredir a natureza.
Skouter, a Guardiã, parecia particularmente atenta. A missão dela era preservar a ordem, mas enxergava na invenção de Élida o potencial de reverter a distopia criada pela Gestora.
— A ideia é que, em vez de consumirmos os recursos naturais de forma predatória, possamos criar organismos que façam o trabalho de reposição, manutenção e preservação. Podem ser cultivados e programados para limpar oceanos, restaurar florestas ou atender qualquer outra necessidade ambiental — completou Élida.